Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

EMISSÕES DE METANO ESTÃO A AUMENTAR RAPIDAMENTE, ALERTAM CIENTISTAS

Mäyjo, 15.12.16

gas-metano

O alerta é hoje lançado por 80 cientistas de 15 países: as emissões de metano, um gás com efeito de estufa, aumentaram bastante na última década, pondo em risco a luta contra o aquecimento global.

 

Entre 2000 e 2006 registou-se uma ligeira diminuição nos valores de metano, mas logo na década seguinte os valores dispararam para valores dez vezes superiores. Entre 2014 e 2015 houve mesmo uma aceleração acentuada das emissões deste gás.

No artigo publicado hoje na revista cientifica Earth System Science Data, os autores do estudo defendem que os objetivos para conter o aquecimento global a 2ºC, fixados em Paris em 2015 pela comunidade internacional serão um “desafio considerável”. Esse desafio poderá ser ainda mais difícil de superar, caso não se consiga reduzir as emissões de metano de forma e eficaz.

A exploração de combustíveis fósseis e o desenvolvimento de actividades agrícolas são apontadas pelos cientistas como factores que contribuíram de forma determinante para o aumento das emissões de metano.

O metano é o segundo grande gás com efeito de estufa, a seguir ao dióxido de carbono (CO2), e contribui em 20% para o processo de aquecimento global.

Foto: via Creative Commons 

 

 

TRATAMENTO HORMONAL CONTROVERSO PARA VACAS PODE AJUDAR A TRAVAR O AQUECIMENTO GLOBAL

Mäyjo, 24.06.15

vacas_SAPO

A indústria dos produtos lácteos tem um impacto nefasto no ambiente. De acordo com a World Wildlife Fund for Nature, cerca de 270 milhões de vacas por todo o mundo produzem leite para uma população em crescimento, que subsiste cada vez mais às custas de uma dieta ocidental. Estas vacas produzem grandes quantidades de metano, decorrente do funcionamento natural do seu organismo. Porém, o metano é 25 vezes mais potente que o dióxido de carbono no que concerne ao aquecimento global.

Um novo estudo da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, sugere que o uso direccionado de tratamentos hormonais pode tornar esta indústria mais eficiente e mais sustentável, além de reduzir os gases com efeito de estufa.

Estes tratamentos seriam aplicados às vacas, de maneira a que pudessem procriar mais novas. “Tratamentos hormonais rotineiros poderiam melhorar a eficiência ao fazer com que as vacas engravidassem mais cedo. Isto é melhor para o ambiente pois por cada litro de leite produzido seria necessário menos animais, o que dá origem a menos desperdício. Isto aplica-se a qualquer raça de vaca e à maioria das quintas, excepto para aquelas que já são excepcionalmente geridas”, explica Simon Archer, investigador principal do estudo e docente na Faculdade de Medicina Veterinária e Ciências da Universidade de Nottingham, cita o Phys.org.

Os resultados do estudo foram obtidos através de dados simulados de 10.000 manadas, cada com 200 vacas. Os resultados variaram de manada para manada, consoante as variáveis introduzidas pelos investigadores, mas para uma manada média, o tratamento hormonal permitira reduzir as emissões de metano num equivalente às de dois carros ou a uma casa de família ou 21 barris de crude. As conclusões foram publicadas na revista científica PLOS ONE.

Em 2050 estima-se que o crescimento em tamanho e riqueza da população humana conduza a uma procura de produtos de origem animal sem precedentes. As limitações dos recursos naturais implicam que o aumento da produtividade agrícola para suprir esta procura seja sustentável do ponto de vista ambiental. Os tratamentos hormonais aplicados às vacas poderiam ajudar a alcançar estes objectivos, mas a prática levanta várias questões éticas.

As vacas são já sujeitas a vários tratamentos hormonais de forma a desenvolverem mais músculo, para que possam dar mais carne. Porém, grande parte destas hormonas, semelhantes a testosterona, é excretada pelos animais e acabam por se infiltrar no solo. O mesmo aconteceria com o novo tratamento hormonal. Adicionalmente, quanto mais hormonas recebem as vacas maior será a quantidade de hormonas presentes no leite, que depois é consumido pelos humanos.

Embora seja importante desenvolver técnicas agrícolas e pecuárias que possam diminuir as emissões de metano, é igualmente importante que haja um escrutínio sobre a adição de mais hormonas artificiais à cadeia alimentar.

Foto: Chris McKeown / Creative Commons

Cientistas europeus querem que gado emita menos metano

Mäyjo, 04.12.14

Cientistas europeus querem que gado emita menos metano

Um consórcio de várias universidades europeias, entre as quais a Universidade de Nottingham (Inglaterra) a Universidade Católica do Sagrado Coração de Picenza (Itália) e a Agrifood Research Finland (Finlândia) está a trabalhar num projecto para tentar descobrir um tipo de animal que produza a mesma quantidade de leite mas emita menos gás natural na sua digestão.

Esta espécie de vaca de baixo metano pode estar ligada à genética e dieta do animal. “Acreditamos que a genética possa influenciar este aspecto. Mas essa ligação ainda não foi provada e estamos na fase de recolha de dados”, explicou Lorenzo Morelli, microbiólogo e director da faculdade de agricultura da Universidade Católica do Sagrado Coração, em Piacenza.

Morelli acredita que o gado de baixo metano possa ser mais produtivo: “O metano é uma energia perdida, que pode ir para a produção de leite. Se conseguirmos encontrar a combinação certa, descobriremos animais que são menos poluentes, mais produtivos e mais lucrativos para seus criadores,” explicou o responsável ao Eurasia Review

Segundo Phil Garnsworthy, cientista da Universidade de Nottingham, a dieta dos animais pode ser melhorada para os levar a emitir menos metano. É também este o objectivo do consórcio, denominado RuminOmics.

O metano surge de um processo natural: as vacas comem erva, silagem e feno, digerindo estes alimentos co uma gama de micróbios dos seus estômagos e produzindo o gás através da flatulência. Este gás é 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono de um período de 100 anos.

Por outro lado, cerca de um quinto dos gases de estufa produzidos pela agricultura são directamente libertados dos estômagos das vacas e bois. Segundo o Planeta Sustentável, oRuminOmics começou uma pesquisa sobre todos os aspectos da criação dos animais, na tentativa de baixar a produção de metano sem prejuízo para a de leite.

Foto: horrapics / Creative Commons